Diário de Uma Treinante

Ciclo longo?

Posted on: 04/08/2014

Oii!!
Ando meio sumida porque por aqui o ciclo ta confuso (só pra variar né).

Fiz a vídeo e logo em seguida tive a suspeita de ovulação (acho que comentei aqui né? uns 5 dias depois). Pois bem, Dr. liberou para começar os treinos.

Eis que 15 dias depois, nada da monstra. Teoricamente, de 14 a 15 dias depois de ovular se não engravidamos, menstruamos certo ? Ou não…

Não fiquei menstruada e resolvi fazer um teste de farmácia. Negativo.
Resolvi esperar mais 3 dias.

Chegou sábado, e nada! Fiz um teste de farmácia (18 dias DPO) e .. negativo.

Hoje é segunda-feira, 34° dia do ciclo, 20° dia DPO, ou seja, 05 dias de “atraso” e NADA.

Daí começam a rondar as dúvidas:

– Será que realmente ovulei quando pensei ter ovulado?
– Eu tive muco elástico, eu senti dores no ovário, e eram 15 dias do ciclo (período certo).

Mas e a explicação? Bom, por se tratar do meu corpo, não existe uma explicação né? Ciclos longos, ciclos confusos, ciclos anovulatórios. Vou continuar a esperar.

Exame de sangue não fiz nenhum. Só tenho 1 requisição e já fiz tantos, mas tantos e tive negativo, que tenho medo de mais um.
Vou esperar até o final da semana, se a mostra não vier, tomarei coragem e usarei a requisição que já tenho. Como só tenho uma, vou esperar bastante pra fazer.

E a ansiedade quem segura?

Sintomas? NADA.
As vezes uma cólica de leve. ACHO que me colo do útero esta baixo, mas tb não sei o que significa isso (se é pré menstruação) hehe. Só sei que parece baixo.

Seio pouco, muito pouco “dolorido”.. já esteve mais, parece que diminuiu. E só. Não sinto mais nada diferente além disso.

Agora é como todo mês.. esperar para poder esperar. hehe

Li este artigo no site BabyCenter e achei muito interessante.

Muitas dessas coisas eu faço e penso. Para aquelas mulheres que descobriram a infertilidade e não sabem como agir, que tem vergonha de se assumirem inférteis, que se sentem “menos mulheres”.. segue abaixo algumas “dicas”.

10 dicas de psicólogos para lidar com problemas de fertilidade

A pressão da família e da sociedade para ter filhos muitas vezes é enorme, e o fato de não conseguir engravidar pode fazer a pessoa se sentir um completo fracasso. Conversamos com psicólogos que trabalham com casais com problemas de fertilidade para descobrir como suportar a situação da melhor maneira possível. Leia as dicas abaixo:

Admita que a dificuldade de gravidez é uma crise na sua vida

Ter dificuldade para engravidar pode representar uma das fases mais difíceis da sua vida. Não é frescura, não é um capricho. É um motivo perfeitamente justo para ficar triste. Para a psicóloga Kate Marosek, que atende casais em Washington, nos EUA, é importante que a pessoa reconheça que o problema é sério.

“É normal ter uma sensação profunda de perda, ficar estressado, triste ou sem saber o que fazer”, diz ela. “A pessoa não pode se recriminar por se sentir assim.” Encarar e aceitar o que você está sentindo ajuda a suportar essas emoções e a pensar mais racionalmente.

Não se culpe pelo problema

Procure resistir à tentação de ficar brava consigo mesmo, de ouvir aquela vozinha que lá no fundo fica dizendo: “…Eu não devia ter esperado tanto…”, “…Eu não devia ter tomado pílula por tanto tempo…”, “…Por que não me cuidei melhor?”.

Esse tipo de pensamento negativo só piora as coisas, afirma o especialista Yakov M. Epstein. Quando você começar a ter esses pensamentos sobre o que “devia” ou “podia” ter feito, lembre-se de que problemas de fertilidade acontecem, não são culpa sua.

Mesmo que você tenha tomado decisões no passado e hoje se arrependa, aquilo já passou, não adianta mais ficar remoendo. Tente se concentrar no seu futuro e nas coisas boas que virão quando o problema for finalmente superado.

Trabalhe em equipe com seu companheiro

Você e o seu parceiro precisam se ajudar nesta hora difícil. Evite a todo custo a armadilha de culpar o outro pela dificuldade de engravidar.

“Trabalho de equipe” não quer dizer que vocês dois tenham que sentir a mesma coisa ao mesmo tempo. Seria impossível. O que dá para fazer é procurar sempre prestar atenção no que o outro está sentindo naquela hora. “Quando um cuida do outro, os dois podem se unir para combater o problema juntos”, diz a psicóloga Kate Marosek.

Tentem encontrar, juntos, maneiras realistas de dividir o estresse e a frustração. Se a mulher está passando por um tratamento, o homem pode assumir a compra de remédios e a papelada para o plano de saúde, para o imposto de renda etc. Se um precisa tomar injeções em casa, o outro pode fazer a aplicação.

Aprenda tudo o que puder sobre o problema

Leia sobre problemas de fertilidade e faça todas as perguntas que quiser ao médico, sem medo ou vergonha. 

Um jeito de entrar em contato com outras pessoas na mesma situação é visitar fóruns de discussão como os do BabyCenter, para trocar ideias sobre as emoções e dificuldades dos tratamentos.  (Eu tenho o blog! =)  )

Na área de reprodução humana, as técnicas mudam rápido, e você corre o risco de não poder tomar decisões por si só se não souber do que o médico está falando. Isso é ainda mais importante porque os tratamentos de fertilidade muitas vezes envolvem dinheiro. As clínicas podem ter interesse em “vender” o tratamento mais caro, e você precisa saber ao menos discutir a necessidade ou não do procedimento.

Estabeleça um limite de até onde tentar

Há casais que decidem, desde o começo, que não vão apelar para tratamentos muito complexos na tentativa de ter um bebê. Outros resolvem fazer todo o possível, não importa quanto tempo demore ou quanto custe, para realizar o sonho.

Só vocês podem chegar à conclusão de quando é hora de parar de tentar. É uma decisão que precisa ser tomada pelo casal, muitas vezes em conjunto com o médico. Mas é provável que você se sinta mais no controle das coisas se tiver um plano mais ou menos pré-traçado.

Um bom começo é pensar naquilo que você não quer fazer. Há pessoas que descartam a adoção ou o uso de gametas doados. Há outras que preferem não se submeter a tratamentos invasivos e caros como a fertilização in vitro. Nenhuma decisão será definitiva, mas ela ajudará você a se situar melhor, até em relação a seus próprios sentimentos e conflitos internos.

Pense em quanto vocês estão dispostos a gastar

Tratamentos de fertilidade são caros, e não vêm com garantia de sucesso. Por isso a questão do dinheiro é importantíssima. É preciso levar em conta que os remédios também são muito caros, portanto é necessário perguntar para o médico quanto o medicamento vai custar, se existe alternativa mais barata, se há algum lugar específico para comprar com desconto, e qual será mais ou menos o custo total dos remédios.

Vocês precisam pensar também que a duração do tratamento não é definida: pode ser que funcione logo de cara, pode ser que seja preciso segui-lo por meses ou até anos. E, se houver embriões a ser guardados na clínica, isso também tem um custo, que não é baixo.

Em primeiro lugar, descubra onde fazer o tratamento. Se tiver plano de saúde, informe-se para ver quais são os procedimentos cobertos. No Brasil, são raros os planos que cobrem tratamentos de fertilidade, mas vários dos exames e pequenas cirurgias fazem parte do cuidado normal à saúde da mulher, e por isso estão incluídos na cobertura.

O melhor jeito de descobrir isso é conversando com o médico e com outras pessoas que já passaram pelo tratamento. Você pode tentar encontrá-las em fóruns de discussão como os do BabyCenter.

Infelizmente os poucos serviços públicos que tratam a infertilidade gratuitamente têm filas enormes, mas sempre vale a pena se informar sobre o que existe na sua região. Existem centros que subsidiam os tratamentos e clínicas que fazem planos de pagamento especiais, incluindo mais de um ciclo. Não se esqueça de incluir o custo dos medicamentos na previsão de gastos.

Por mais duro que seja, você tem de se lembrar de que o tratamento de fertilidade é um investimento às cegas, porque você pode acabar gastando todas as suas economias sem conseguir o resultado desejado. 

Busque o apoio de profissionais e de pessoas com o mesmo problema

A sociedade não se dá conta do tamanho da tristeza que a infertilidade provoca. A reação mais natural daqueles que não conseguem ter um bebê é esconder essa tristeza, o que acaba aumentando a sensação de isolamento e de vergonha.

“Encontrar outras pessoas que estejam passando pela mesma coisa pode ajudar a entender que muita gente tem problemas de fertilidade, e que a decepção é totalmente compreensível”, diz Linda Klempner, psicóloga que atua em Nova Jersey, nos EUA.

A internet é uma boa aliada nesses casos, porque facilita o contato de pessoas na mesma situação, de um modo que elas se sentem à vontade para desabafar.

Converse com o médico também para ver se a clínica não possui um serviço de psicologia especializado. Há centros de tratamento que se preocupam com essas questões, pois seus profissionais sabem melhor que ninguém o peso e o estresse que a dificuldade de gravidez provoca.

Dê-se o direito de evitar atividades que envolvam bebês

Se certas ocasiões são muito difíceis para você, como ir ao chá de bebê da colega que engravidou sem querer, sinta-se no direito de não ir. E, se a situação for inevitável, já que muitas vezes o bebê é de uma pessoa muito querida, não se culpe pela tristeza que sentir depois, e deixe as lágrimas escorrerem quando chegar em casa.

Na hora de comprar um presente, se for muito difícil entrar numa loja para bebês, prefira comprar um livro, já que as seções infantis de livrarias são bem mais inofensivas que lojas cheias de macacõezinhos e mulheres barrigudíssimas.

Procure equilibrar otimismo e pé-no-chão

No meio de um tratamento ou procedimento, você precisa ser otimista. É compreensível, no entanto, ficar cauteloso para não se iludir demais. Pergunte ao médico, em porcentagem, quais são as chances de sucesso, para procurar ter em mente que pode dar certo, mas pode não dar.

A tecnologia é tanta que muitos casais são levados a crer que algum tratamento vai funcionar, e vão tentando por anos a fio. É importante saber, no entanto, que cerca de um terço dos casais que passam por tratamentos de fertilidade acabam não conseguindo ter um filho biológico.

É uma realidade dura, mas por isso mesmo é preciso considerá-la.

Cuide-se e procure ter outros interesses

Passar por um tratamento de fertilidade é quase como um emprego, pois exige tempo e dedicação, além de ocupar praticamente toda sua cabeça. Assim, você precisa deixar espaço para alguma outra atividade ou hobby que lhe dê prazer.

Uma saída com as amigas (de preferência sem filhos!), um trato especial no salão de beleza, uma massagem ou um bom filminho com pipoca em casa são opções. Você pode experimentar coisas novas, como aquela aula de artesanato ou ioga que sempre quis fazer, ou aquela caminhada todas as manhãs. Ou quem sabe adotar um bichinho de estimação para já poder se chamar de “mamãe”…

 

Artigo retirado de: http://brasil.babycenter.com/a4300273/dez-dicas-de-psic%C3%B3logos-para-lidar-com-problemas-de-fertilidade

 

Hoje fui na minha consulta pós cirurgia. Finalmente assisti ao vídeo com explicações (eu já assisti 4x haha).

Ele me explicou cada detalhe do procedimento, mostrou os meus ovários com os cistos, minhas trompas (lindas!), meu útero (perfeito) e onde estavam os pontos de endometriose.

Eram poucos focos, e ele me diagnosticou com Endometriose Grau I ou II.
Ele me explicou que algumas mulheres não conseguem engravidar, mesmo tendo somente estes poucos focos. Mas que não há como precisar se isso foi um motivo concreto no meu caso ou não.

Retirou meus pontos e disse que só não posso fazer abdominais. O resto tudo estou liberadíssima! (ok, eu nem faço abdominais mesmo hehe).

Agora ele me deu um prazo de 7 meses para tentarmos “livremente”. Disse para eu não criar uma rotina (tipo dia sim x dia não), pois isso é muito desgastante. Que manter em média 2 a 3 relações por semana é saudável para não cair na obrigação do relacionamento e possibilita sim uma gravidez.

Então é força e fé! Torcer para que este baby chegue logo, cheio de saúde para iluminar a nossa vida =)

Sim! Ontem aconteceu a minha videolaparoscopia.

Fui com muita ansiedade para o hospital, mas o atendimento foi excepcional. Todos muito simpáticos e educados, me dando atenção.

A espera obviamente é um saco, mas já sabia que seria assim. Mas pelo menos não atrasou.

Bom, recebi a anestesia, sedação e apaguei. Quando acordei estava meio boba, meio tonta e mortaaa de fome (já sou naturalmente assim, mas com mais de 10hs de jejum, imagina né!)

A cirurgia começou umas 18hs e eu saí do hospital às 22h30min.

Estou tomando medicação para dor (sublingual) e buscopan. Eu sou do tipo que nas primeiras 24hs prefiro prevenir, então nem estou esperando a dor começar. Estou tomando de acordo com a prescrição.

Bom, os detalhes da cirurgia.

Eu já assisti o vídeo e sério! É estranho! O que me impressionou foi a quantidade de gordura no corpo. <o>
Poderia perfeitamente aproveitado e feito uma lipo ali né? hehehehe

Bom, o que foi planejado: liberar as trompas que possivelmente tinha aderências nas paredes do intestino e o drilling nos ovários.

O que foi feito:
– drilling nos ovários; ele cauterizou tudo, fez váários furinhos para fazer com que eu ovule naturalmente.
– nas trompas não foram encontradas as tais aderências.. vai saber! mas é um bom sinal, minhas trompas estavam perfeitas!
– endometriose, sim! eu nem sabia, nenhum médico desconfiava, mas eu estava com 2 focos de endometriose, que já foram cauterizados ali mesmo. Ponto positivo para a cirurgia! Se eu não tivesse feito, talvez nem soubesse que tinha

Em resumo, meu médico chegou muito otimista para meu marido e minha mãe. Disse que estou pronta! Que nada impede que eu engravide! =))

Daqui 08 dias tiro os pontos e vou saber qual será nosso protocolo daqui pra frente.

Sinto com todo meu coração que estou cada vez mais próxima do nosso sonho.
Que no Natal deste ano, já terei um feijãozinho dentro dessa barriguinha que no momento esta cheia de gás! hehehehe

Obrigada pelos recadinhos, pelos pensamentos positivos e pela preocupação.

Contem comigo também nessa nossa luta! S2

É amanhã

Posted on: 09/07/2014

Nossa Senhora! Precisa dizer que estou nervosa?

Depois de trocarem 3x o horário da minha videolaparoscopia, esta confirmado: é amanhã!

Sei que vocês farão, mas vou pedir mesmo assim. Façam muito pensamento positivo por mim =))

Depois da cirurgia, vou ficar 48hs em repouso em casa, então terei tempo “de sobra”. Prometo vir aqui contar como será a recuperação.

 

Beijos!

 

E boa sorte pra mim (nós)!

Enquanto a ansiedade não passa e o dia da videolaparoscopia não chega, resolvi fazer o cálculo da média dos meus últimos 3 ciclos, enquanto não espero o início do próximo (digo isso porque as vezes o improvável pode acontecer né?? E ia ficar bem feliz!! )

Percebi que tenho ovulado direitinho (oba!!!).
Também notei que meus ciclos são bem longos, entre 29 e 33 dias.
Então minha ovulação é entre o 16° e 18° dia do ciclo. Nada tão anormal né?

De acordo com a data que vinha menstruação eu confirmada se a minha “desconfiança” de data de ovulação estava correta. E acertei direitinho.
Eu percebi o muco durante 2 ou 3 dias, e depois dores no ovário. São poucas mulheres que sentem essa dorzinha, então isso é ponto positivo pra mim!

Um conselho, fiquem atentas aos sinais do seu corpo. A natureza é demais!!!
Eu fico com o seio sensível, muco e depois dores nos ovários (não totalmente nessa ordem hehe).

A próxima menstruação NÃO deve vir lá pela semana que antecede minha cirurgia. De todo modo, como o improvável as vezes acontece, o Dr. me deu requisição do Beta HCG para que eu possa fazer no dia anterior ao da cirurgia. Só para confirmar né.

Bom, é isso!
Quero aproveitar e pedir um help! Se alguém já fez videolaparoscopia e tiver algo para dividir, experiências do pós operatório, o resultado.. essas coisas.. é de muita valia.
Estou ansiosa, nervosa, preocupada e com medo (e o marido tb), então quanto mais informações tivermos, melhor! =))

Beijos!! E muitas vibrações positivas!!!

Hoje tive um comentário duplamente especial.

O comentário da Camila. Primeiro porque ela recentemente fez uma videolaparoscopia com drilling.. exatamente o procedimento que farei no dia 10/julho e ela ENGRAVIDOU! =)

Sim… um pouco depois, na 2a tentativa (eu acho) após a cirurgia, ela teve o positivo. Sério, isso enche meu coração de esperanças. Renova minhas energias e minha fé.

A Camila também tem um blog.. aproveitei e fui ler o relado dela, com o positivo. E em algumas postagens abaixo, tinha o link de um vídeo.

Neste vídeo uma ex tentante (também já engravidou) fala o que as pessoas NÃO devem dizer para um casal infértil.

Engraçado de tudo isso é que é exatamente igual. As mesas coisas que diziam pra ela, dizem pra mim e provavelmente para vocês também.

Confesso que eu encaminhei este link para meus pais, meu marido, irmão e cunhada. Muitos deles me disseram essas mesmas coisas.

Mandei também para a minha melhor amiga. Embora eu não lembre dela ter dito algo do gênero, achei bacana enviar pra ela, porque sei que entenderia o meu encaminhamento e não ficaria chateada.

Tive vontade de encaminhar para um grupo de amigas que tenho, mas travei. Não sei se vão se sentir ofendidas, se não vai acabar rolando alguns comentários fofoca. Enfim… são amigas, mas sabemos como mulher é, né?

Quem sabe eu ainda envie…..

Vale a pena olhar.. menos de 20 minutos, mas que traduzem tudo o que já escutei nesses 2 anos.

 

(vontade de postar no facebook, isso sim!! Só não faço porque daí é me expor demais)